O luto é uma resposta natural e adaptativa a uma perda significativa, geralmente associada à morte de uma pessoa próxima. No entanto, pode haver manifestações de luto na sequência de outras perdas importantes, como: perda gestacional,
incapacidades físicas ou mentais,
separação ou divórcio,
morte de um animal de companhia,
perda de objetos de valor afetivo,
afastamento de papéis ou de cargos sociaisdissolução de projetos de vida.
Este processo é simultaneamente universal e único, ou seja, embora todos enfrentemos perdas ao longo da vida, cada indivíduo vive o luto de forma distinta. Por isso, a reação à perda não é compatível com a ideia de fases sequenciais (ex., negação, revolta, etc).
A experiência de luto é influenciada pelas características da pessoa, pela cultura e rede social onde está inserida, pelas circunstâncias em que ocorre a perda e, sobretudo, pela intensidade da relação com a pessoa perdida (ou outro objeto de perda).
O luto é uma das experiências de vida mais dolorosas e transformadoras, afetando a pessoa no seu todo.
Apesar das diferenças individuais, existem algumas manifestações que são relativamente comuns no luto:
Manifestações físicas: ex., aperto no peito, nó na garganta, dores musculares, fadiga física
Manifestações emocionais: ex., tristeza, desamparo, medo, ansiedade, culpa, revolta
Manifestações cognitivas: ex., incredulidade, confusão, perceção de irrealidade, dificuldades de atenção e memória, pensamentos ou sonhos recorrentes relacionados com a perda
Manifestações comportamentais: ex., desorganização dos hábitos, lentificação ou agitação, isolamento social
Manifestações espirituais: ex., perda do sentido de vida, sentimento de incompletude e quebra de convicções religiosas.